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Os amigos “Esses estranhos que nós amamos e nos amam”

Os amigos

Esses estranhos que nós amamos

e nos amam olhamos para eles e são sempre adolescentes,

assustados e sós sem nenhum sentido prático 
sem grande noção da ameaça 
ou da renúncia que sobre a luz incide descuidados
e intensos no seu exagero de temporalidade pura

Um dia acordamos tristes da sua tristeza
pois o fortuito significado dos campos
explica por outras palavras aquilo que 
tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria
de uma maneira que nem se consegue
e por isso ténue, misteriosa: 
 talvez seja assim todo o amor
José Tolentino de Mendonça De Igual Para Igual