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O que fazes com a Vergonha e o teu Perfecionismo?

Não avanças no teu projecto porque não está perfeito?

Para ti a perfeição é o teu ideal de vida?

Quando tens vergonha de algo guardas a sete chaves?

A diferença entre vergonha e culpa situa-se na forma como falamos connosco próprios. A vergonha centra-se no eu enquanto a culpa se centra no comportamento. Isto não é apenas uma questão de semântica. Existe uma grande diferença entre “Fiz asneira” (culpa” e “Sou uma desgraça” (vergonha). A primeira é aceitação da nossa humanidade imperfeita. A segunda é basicamente uma acusação à nossa própria existência.
Vale sempre a pena recordar que quando o perfeccionismo vai ao volante, a vergonha ocupa o lugar do passageiro. O perfeccionismo não é saudável. Não é perguntar: “Como posso ser o meu eu melhor?”
Em vez disso, é perguntar: “O que é que os outros vão pensar?”.
Quando olhamos para as nossas histórias, pode ser benéfico se perguntarmos: 
“Aconteceu alguma coisa nesta história que me deixou com a sensação de ter sido desmascarado, revelando que não sou mesmo aquilo que quero que os outros pensam que sou? O meu castelo de cartas de fingir/agradar/aperfeiçoar/desempenhar/provar caiu por terra?”
Outro dos companheiros de viagem de vergonha é a comparação, não é um exagero: a comparação drena a criatividade e a alegria da nossa vida.
Se a nossa história inclui vergonha, perfeccionismo ou comparação e damos por nós a sentir-nos isolados ou “menos do que”, temos de recorrer a duas estratégias completamente contraintuitivas temos de:
1. Falar connosco da mesma maneira de falaríamos com alguém que amamos.
“Sim, cometeste um erro. És humano.
Não tens de fazer tudo como os outros fazem.
Resolver a situação e pedir desculpa ajuda. Não o autodesprezo.”

2. Procurar alguém em que confiamos – uma pessoa que tenha conquistado o direito de ouvir a nossa história e que tenha a capacidade de responder com empatia.


A segunda estratégia é particularmente eficaz porque a vergonha não sobrevive à verbalização. Ela alimenta-se do secretismo, do silêncio e do julgamento. Se conseguirmos partilhar a nossa experiência de vergonha com alguém que responda com empatia, a vergonha não consegue sobreviver. Partilhamos as nossas histórias – para esclarecer o que estamos a sentir e o que despertou esses sentimentos, permitindo-nos estabelecer uma conexão mais profunda e mais significativa connosco próprios e com os nossos amigos de confiança.
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