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Há dias em que as saudades se desarrumam sozinhas

Há dias em que as saudades se desarrumam sozinhas. Como que se ganhassem vida própria e quisessem ir ter contigo, não me pedindo sequer autorização. Dias em que as saudades me calam a mim e falam directamente contigo.
Há dias em que as saudades entram em alvoroço.Travam batalhas contra a sanidade. Revolvem as horas dos dias e entram pelas horas da noite. Abrem a porta e deixam-te ficar.
Há dias em que as saudades te convidam a entrar. Servem-te um café e fazem-te sentar ao meu lado. Oferecem-te protecção do frio lá fora e convidam-te para passar a noite.
Há dias. De saudades.
Entra. A porta está aberta.
– Rita Leston –