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Como Mudar de Carreira na Era das Aplicações

As carreiras já não são directas, lineares e previsíveis como escadas.

Agora são muito mais modulares, personalizadas e dinâmicas, como smartphones. A nossa formação e educação são as predefinições de fábrica. Depois disso, cabe-nos descarregar as aplicações – de competências, interesses, experiências e conhecimentos – que queremos e de que precisamos para nos sentirmos realizados.
O que fazer, porém, quando todo o nosso sistema operativo precisa de um upgrade? Não é tão fácil como carregar no botão que diz “actualizar agora” e esperar cinco minutos para que se instalem novas características. Não somos máquinas; somos seres humanos com falhas e sujeitos a medos, impulsionados por desejos; por vezes, somos irracionais e infinitamente criativos.
As mudanças de carreira parecem ameaçar as nossas necessidades mais fundamentais na hierarquia de Maslow: comida, abrigo, vestuário e segurança. além de necessidades mais elevadas de pertença, estima e até “autoactualização”. Receamos que, se dermos um passo em falso, depressa nos veremos em casa (ou obrigados a viver na cave dos nossos pais) e desempregados, incapazes de garantir a nossa própria sobrevivência. Ao pressentirmos esta potencial ameaça às nossas necessidades primárias, paralisamos, fugimos ou combatemos a insistente voz dentro de nós que procura uma maior realização. Como diz Stephen Grosz, “toda a mudança implica perda”. 
É natural recearmos a mudança quando sabemos que sentiremos falta daquilo que deixamos para trás ao mudar. Até as mudanças mais entusiasmantes podem ser agridoces, já que é frequente requerem que abramos mão de outra coisa.
Contudo, muitos de nós tememos de mudança por um motivo mais irracional: esperemos os piores cenários, que podem acontecer ou não.  
Para permanecermos calmos e termos acesso às nossas faculdades mais criativas, devemos aprender a ver a nova paisagem de mudança profissional como normal, esperada e parte de uma revolução cheia de oportunidades. Como diz uma grande amiga minha quando se preocupa com o futuro: “não sofras duas vezes”.
Na analogia da carreira como um smartphone, dar a volta corresponde a aprender a descarregar aplicações uma a uma – ou umas quantas aplicações mais pequenas em simultâneo – para se reduzir o risco, experimentar ideias e melhorar o sistema operativo da carreira sem se entrar em pânico ao tentar dar passos demasiado drásticos, demasiado afastados daquilo que se faz presentemente.
Nunca será possível visualizar todo o caminho da mudança. Se os passos seguintes fossem óbvios e controláveis com uma simples folha de cálculo, ou seja os estaria a dar, ou sentir-se-ia enfastiado. A parte empolgante de enfrentar novas oportunidades é o risco e a incerteza que envolvem. É o “apelo à aventura” de Joseph Campbell, que implica que nos aventuremos pelo desconhecido e, nesse processo, nos tornemos versões melhores e mais expressivas de nós mesmos.
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