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A Liderança é a conquista da Confiança

As organizações assentam na confiança e a confiança assenta na comunicação e no entendimento mútuo, Para alcançar o entendimento mútuo, é importante que entenda que informações os seus colegas precisam que lhes transmita para cumprirem a sua função, e é igualmente importante que percebam o que você precisa deles.

1- Conquistar a confiança é essencial
Não é necessário gostar de um líder para confiar nele. Também não é necessário concordar com ele. A confiança é a convicção de que um líder fala a sério. É uma crença na integridade. As acções de um líder e as crenças que professa têm de ser congruentes, ou pelo menos compatíveis. A liderança eficaz – e repito, este é um adágio muito antigo – não se baseia em ser inteligente; baseia-se principalmente em ser coerente.

2 – Confiança e Integridade
Para liderar, uma pessoa precisa de ter seguidores. E para ter seguidores, tem de ter a sua confiança. Por isso, a qualidade suprema de um líder é a sua integridade inquestionável. Sem ela, não é possível sucesso genuíno, seja num gangue, num campo de futebol, num exército ou num escritório. Se os associados de uma pessoa a considerarem falsa, se ela tiver falta de integridade expressa, irá falhar. Os seus ensinamentos e as suas acções têm de ser coincidentes. Por este motivo, a primeira grande necessidade é integridade e um propósito elevado. 
Os trabalhadores braçais e das áreas dos serviços e do conhecimento são todos capazes de assumir responsabilidades de gestão. Na economia do conhecimento, já não se considera “enriquecimento profissional” delegar responsabilidades a trabalhadores da área do conhecimento.  A capacitação, baseada na competência e na confiança, é essencial para a produtividade do trabalhador do conhecimento e para o bem-estar da organização.

3 – Delegar responsabilidades a todos os funcionários depois de terem sido treinados para assumir a responsabilidade
Se os líderes das empresas desejam recuperar o seu estatuto como grupo líder na sociedade, têm de procurar uma sociedade em que o bem público se reflicta nas suas ações. Têm de fazer as instituições agirem para o bem da sociedade e da economia, para a comunidade e para o indivíduo. Isto requer uma concentração dos interesses de todas as partes interessadas da organização, o que por sua vez, requer uma mudança de maximizar o valor das partes interessadas e da rentabilidade a curto prazo para maximizar a capacidade produtora de riqueza a longo prazo na empresa. Isto envolve ter em conta o bem-estar dos funcionários e da sociedade, bem como o dos clientes, fornecedores e acionistas. 
4 – Toda a gente é um órgão da sociedade
Nenhuma das nossas instituições existe sozinha e como um fim em si própria. Toda a gente é um órgão da sociedade e existe para a sociedade. O mundo dos negócios não é excepção. “Uma empresa livre” não pode ser justificada como sendo boa para o negócio. Só pode ser justificada como sendo boa para a sociedade.
Sugestões Práticas:
Está a desenvolver líderes na sua organização ou está a desenvolver funcionários burocráticos e que cumprem as regras? O que pode fazer para melhorar o desenvolvimento da liderança? Que práticas pode instituir ou recomendar para aumentar a confiança na sua organização?
Faz parte de uma comunidade funcional na sua organização, em que a sua cidadania, sentimento de comunidade e responsabilidade pessoal estão a ser desenvolvidos? Se não está, o que lhe falta? De que forma pode usar a influência que tem na sua organização para criar uma comunidade altamente funcional?
A autoridade do grupo de liderança da sua organização baseia-se em responsabilidade, integridade e serviço? Reforça  e salienta as forças que estão presentes em cada pessoa? Promove um sentimento de comunidade e de cidadania? O que pode fazer para aumentar a legitimidade do grupo de liderança na sua área? 
Fonte: Um Ano com Peter Drucker